Patrimônio cultural: Circo de tradição familiar avança para ser reconhecido
- Márcio Leal

- há 40 minutos
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Até a próxima quarta-feira (4/3), as pessoas podem contribuir na consulta pública sobre a proposta de registro do Circo de Tradição Familiar no Brasil como patrimônio cultural do Brasil. Quem vive, pratica ou conhece de perto essa tradição pode contribuir com informações, relatos e opiniões.
Com essa iniciativa, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) garante que o processo de reconhecimento passe pelas mãos da comunidade detentora. Ao final do processo, o bem cultural será inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão.
O Circo de Tradição Familiar está presente em todo o Brasil e se caracteriza pela atuação de pequenos grupos, em sua maioria nômades, organizados em torno de famílias que, em alguns casos, reúnem até oito gerações dedicadas à arte circense. Essa estrutura revela a continuidade histórica do circo no país e a capacidade de adaptação de seus saberes e expressões ao longo do tempo.
Além dos parentes, os circos também contam com a participação de artistas e trabalhadores agregados, vindos de outras famílias tradicionais ou de pessoas que passam a integrar o grupo por afinidade, contratação ou interesse pela vida itinerante.
Sustentado pela itinerância, pela organização familiar e pela constante adaptação às diferentes realidades, o circo ocupa um lugar central no imaginário cultural brasileiro. Ele contribuiu para a formação de outras formas de entretenimento de massa e segue sendo, muitas vezes, o principal — ou único — acesso a espetáculos artísticos em localidades afastadas dos grandes centros.
Ao democratizar o acesso à cultura, o circo fortalece a memória social, estimula a sensibilidade artística e mantém vivos saberes técnicos, lúdicos e coletivos que fazem parte da identidade cultural do país.
Como contribuir
As pessoas interessadas em contribuir com o processo, podem enviar suas manifestações de três maneiras:
pelo e-mail conselho.consultivo@iphan.gov.br; ou
por correspondência para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, no endereço SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Bloco B, Torre Iphan, 5º Andar, Brasília-DF, CEP 70390-135; ou
ou pelo Protocolo Digital do Iphan.
Após o encerramento do prazo, todas as contribuições recebidas serão analisadas pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão máximo de decisão do Iphan para o reconhecimento de bens culturais brasileiros.




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