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Patrimônio cultural: Circo de tradição familiar avança para ser reconhecido

  • Foto do escritor: Márcio Leal
    Márcio Leal
  • há 40 minutos
  • 2 min de leitura
Banner de fundo laranja, traz foto de família circense na parte inferior. Ainda tem o texto "Respeitável público, você pode ajudar a reconhecer o Circo de Tradição Familiar como patrimônio cultural do Brasil. Contribua com a consulta pública até 4 de março".

Até a próxima quarta-feira (4/3), as pessoas podem contribuir na consulta pública sobre a proposta de registro do Circo de Tradição Familiar no Brasil como patrimônio cultural do Brasil. Quem vive, pratica ou conhece de perto essa tradição pode contribuir com informações, relatos e opiniões.


Com essa iniciativa, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) garante que o processo de reconhecimento passe pelas mãos da comunidade detentora. Ao final do processo, o bem cultural será inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão.


O Circo de Tradição Familiar está presente em todo o Brasil e se caracteriza pela atuação de pequenos grupos, em sua maioria nômades, organizados em torno de famílias que, em alguns casos, reúnem até oito gerações dedicadas à arte circense. Essa estrutura revela a continuidade histórica do circo no país e a capacidade de adaptação de seus saberes e expressões ao longo do tempo.


Além dos parentes, os circos também contam com a participação de artistas e trabalhadores agregados, vindos de outras famílias tradicionais ou de pessoas que passam a integrar o grupo por afinidade, contratação ou interesse pela vida itinerante.


Sustentado pela itinerância, pela organização familiar e pela constante adaptação às diferentes realidades, o circo ocupa um lugar central no imaginário cultural brasileiro. Ele contribuiu para a formação de outras formas de entretenimento de massa e segue sendo, muitas vezes, o principal — ou único — acesso a espetáculos artísticos em localidades afastadas dos grandes centros.


Ao democratizar o acesso à cultura, o circo fortalece a memória social, estimula a sensibilidade artística e mantém vivos saberes técnicos, lúdicos e coletivos que fazem parte da identidade cultural do país.



Como contribuir


As pessoas interessadas em contribuir com o processo, podem enviar suas manifestações de três maneiras:



Após o encerramento do prazo, todas as contribuições recebidas serão analisadas pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão máximo de decisão do Iphan para o reconhecimento de bens culturais brasileiros.


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