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Mestras e mestres da cultura popular são reconhecidos como profissão

  • Foto do escritor: Márcio Leal
    Márcio Leal
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Foto mostra um homem realizando apresentação cultural com um mamulengo e sendo assistido por diversas pessoas, de diferentes faixa etária.

Mestras e mestres das culturas tradicionais e populares agora são reconhecidos como profissão. O governo federal oficializou a inclusão dessa atividade na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), atendendo a uma demanda antiga do segmento.


A medida representa mais um passo na proteção e no reconhecimento formal dessas pessoas que desenvolvem, preservam e transmitem as práticas e os conhecimentos considerados pilares da formação da identidade cultural brasileira.


"Valorizar e reconhecer nossos mestres e mestras é fortalecer a cultura e a identidade do Brasil. A partir da inclusão, essa contribuição imensurável, que enriquece territórios e toda a nossa história, passa a ter lugar no campo profissional, com garantia de direitos", afirma a ministra da Cultura, Margareth Menezes.


A função da CBO é fundamental para a organização e promoção do mercado de trabalho. Para incluir novas ocupações, as entidades e as associações de trabalhadores devem encaminhar solicitação ao Ministério do Trabalho e Emprego.


A solicitação para mestres e mestras foi apresentada pelo Ministério da Cultura em abril do ano passado. A decisão foi embasada por estudos técnicos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e, sobretudo, pela escuta ativa de quem faz cultura.


"A inclusão das mestras e mestres no Código Brasileiro de Ocupação é uma reparação não apenas social, mas histórica. É o reconhecimento de que nossas tradições, entrelaçadas na sabedoria e na arte dos que vieram antes de nós, são fundamentais para a identidade nacional. É um abraço carinhoso e respeitoso àqueles que, com suas mãos calejadas e corações fervorosos, moldaram a cultura brasileira", destaca o diretor de Promoção das Culturas Tradicionais e Populares do Ministério, Tião Soares.


Para a Mestra Iara Aparecida, de Minas Gerais, que tem acompanhado a elaboração da nova Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, esse reconhecimento é muito importante. "Agora, os mestres e as mestras já têm um código: 33-31-20. Mas não é um simples código, é um passo importante para transformar respeito cultural em direito garantido".


As informações da CBO alimentam bases estatísticas sobre o mercado de trabalho e também servem de subsídio para a formulação de políticas públicas de emprego. Ela é utilizada para registros administrativos, como o eSocial e a Carteira de Trabalho, além de servir para fins estatísticos. A classificação não regulamenta profissões, mas funciona como referência para o reconhecimento das ocupações.

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