Projetos ambientais liderados por mulheres têm edital aberto
- Márcio Leal
- há 2 dias
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Estão abertas, até 25 de agosto, as inscrições na Chamada Mulheres que Transformam o Futuro – Apoio a Soluções Comunitárias para a Resiliência Climática e a Justiça Socioambiental. Iniciativa do Fundo Casa Socioambiental vai selecionar 35 projetos e apoiar com R$ 60 mil cada.
O objetivo é fortalecer organizações de base comunitária e iniciativas lideradas por mulheres que contribuam para a conservação da biodiversidade, a adaptação climática, a autonomia econômica e a justiça socioambiental em diferentes territórios do Brasil, promovendo a liderança e o protagonismo das mulheres nos territórios.
As propostas devem ser realizadas em até 12 meses e precisam estar enquadradas pelo menos um dos eixos temáticos:
Mulheres que Transformam Territórios e Protegem a Vida - iniciativas de proteção dos territórios, conservação da biodiversidade, adaptação à s mudanças climáticas, gestão sustentável dos recursos naturais e fortalecimento da participação polÃtica, dos direitos e do protagonismo feminino nos processos de governança territorial e desenvolvimento comunitário. Exemplos: formação de lideranças femininas; redes de mulheres em defesa das águas, das florestas e da biodiversidade; participação de mulheres em conselhos, fóruns, comitês e espaços de governança territorial e ambiental; fortalecimento institucional de organizações e coletivos de mulheres, incluindo associações e cooperativas; valorização dos conhecimentos tradicionais e práticas de cuidado dos territórios conduzidas por mulheres.
Soluções Baseadas na Natureza e Conservação da Biodiversidade - iniciativas que promovam a conservação dos ecossistemas e a recuperação ambiental, como agroecologia, sistemas agroflorestais, recuperação de áreas degradadas, recuperação de nascentes, conservação de florestas, manejo sustentável e proteção da biodiversidade.
Autonomia Econômica das Mulheres - iniciativas que fortaleçam meios de vida sustentáveis, autonomia econômica e geração de renda, como cadeias produtivas da sociobiodiversidade, beneficiamento de produtos, comercialização, economia solidária e turismo comunitário.
Além disso, o cuidado e o autocuidado são considerados dimensões transversais desta chamada. As organizações são incentivadas a incorporar práticas e estratégias que fortaleçam o bem viver, a saúde, a proteção, a segurança e a permanência das mulheres em seus territórios, compreendendo o cuidado como parte fundamental da construção da resiliência comunitária e da sustentabilidade socioambiental.
