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Guia propõe estratégias para combater desinformação climática

  • Foto do escritor: Márcio Leal
    Márcio Leal
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Foto de visa áerea de rua com enchente, estando visível os prédios ao lado. No centro da rua, cheia de uma água barrenta, há um caiaque com duas pessoas remando.
Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

A crise climática não é apenas ambiental, é também uma crise de informação. Para enfrentar essa realidade, Projeto Brief, em parceria com o Instituto DX e o Observatório do Clima, lançaram o Guia de Comunicação Estratégica para a Integridade da Informação sobre Mudança do Clima.


Desenvolvido a partir da articulação entre diferentes organizações e especialistas, o material reúne estratégias práticas para transformar a forma como o tema climático é comunicado, conectando ciência, cotidiano e mobilização social, enfrentando a desinformação e qualificando o debate público no Brasil.


O guia parte de um dado que ajuda a dimensionar o desafio: 34% de brasileiras e brasileiros dizem não saber o que são mudanças climáticas, índice que chega a 54% entre as classes D e E, segundo pesquisa Datafolha. Ao mesmo tempo, três em cada quatro pessoas reconhecem que suas cidades não estão preparadas para eventos extremos.


Esse descompasso, segundo o documento, abre espaço para a desinformação e dificulta a construção de respostas coletivas. "As pessoas sentem a crise no corpo e no bolso, mas não a reconhecem como um fenômeno político e coletivo", aponta o guia.


Para isso, o material propõe uma mudança de abordagem: comunicar sobre clima deixa de ser apenas traduzir dados e passa a ser parte central da própria ação climática. A publicação defende que a forma como o problema é narrado influencia diretamente o engajamento da sociedade, podendo gerar mobilização ou paralisia.


Entre as principais diretrizes, estão:


  • Partir da experiência cotidiana, como calor extremo, enchentes e aumento no preço dos alimentos, para tornar o tema mais concreto;

  • Criar conexão emocional antes de explicar conceitos, disputando atenção em um ambiente saturado de informação;

  • Dar visibilidade a soluções, evitando o excesso de narrativas catastróficas que geram apatia;

  • Combater a desinformação com contexto e antecipação, e não apenas com correções reativas;

  • Fortalecer a confiança nas fontes, reconhecendo o papel de influenciadores, lideranças locais e comunicadores populares;

  • Disputa de narrativa e crise de confiança.


O guia também chama atenção para um ponto central do debate climático atual: as diferentes formas de contar a história do clima e como isso influencia a percepção e a confiança da população.


Segundo o documento, a desinformação não prospera apenas por falta de dados, mas também pela crise de confiança nas instituições. Nesse cenário, a comunicação precisa ir além da checagem de fatos e investir em clareza, consistência e construção de vínculos com o público.


Outro alerta é sobre o uso excessivo de mensagens alarmistas, que podem gerar ansiedade e afastamento. Em vez disso, o material recomenda uma comunicação que reconheça o problema, mas aponte caminhos possíveis e benefícios concretos para a população.


"O que está em jogo não é apenas informar melhor, mas criar condições para que a sociedade compreenda, confie e participe das soluções", resume o documento.


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