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Itacaré: Campo Seco é reconhecido como comunidade quilombola

  • Foto do escritor: Márcio Leal
    Márcio Leal
  • há 31 minutos
  • 2 min de leitura
Foto aérea do encontro das águas entre o rio e a praia de Jeribucaçu, mostrando ainda a floresta que cerca o local.

A comunidade de Campo Seco, em Itacaré (BA), foi reconhecida oficialmente como comunidade quilombola pelo governo federal. A Portaria nº 92/2026, da Fundação Cultural Palmares, foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (25/3).


Essa é a 9ª comunidade reconhecida pela Fundação Palmares como remanescente de quilombo no município do litoral sul baiano. Além dela, a cidade ainda tem as de Água Vermelha, Fojo, João Rodrigues, Porto de Oitizeiro, Santo Amaro, Serra de Água e as urbanas Marimbondo e Porto de Trás.



Quilombolas ou remanescentes de quilombos são grupos formados por descendentes de africanos escravizados que resistiram à opressão ao longo da história e mantiveram vivas suas tradições culturais, seu modo de vida e sua relação com a terra.


Essas comunidades existem em diversas partes do Brasil, especialmente no Nordeste, e carregam uma herança valiosa de luta, cultura e resistência. O reconhecimento oficial pela Fundação Cultural Palmares é um passo fundamental para garantir direitos territoriais, proteção cultural e políticas públicas voltadas para essas populações, como:


  • Direito ao território: facilita processos de titulação das terras ocupadas tradicionalmente pela comunidade.

  • Preservação cultural: garante que as tradições, festas, saberes e modos de vida sejam respeitados e protegidos.

  • Políticas públicas: a comunidade passa a ter prioridade em programas governamentais de saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

  • Valorização histórica: reconhece oficialmente a contribuição dos ancestrais que resistiram à escravidão e construíram um legado de luta e liberdade.


Com o reconhecimento, a comunidade de Campo Seco passa a ter sua identidade e sua história oficialmente certificadas. O processo é baseado em um princípio importante: a autodefinição, onde quem mora na comunidade, de forma coletiva, declaram-se formalmente como remanescentes de quilombo. A partir dessa declaração, a Fundação Cultural Palmares analisa o pedido e, se tudo estiver de acordo com a legislação, emite a certificação oficial.


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