Chamada seleciona brigadas voluntárias contra incêndios florestais
- Márcio Leal

- 19 de jan.
- 3 min de leitura

Brigadas florestais voluntárias e comunitárias, já constituídas ou não, e associações comunitárias sem fins lucrativos devidamente constituídas e ativas podem se inscrever, até 4 de fevereiro, na Chamada de Projetos Apoio a Ações Comunitárias frente aos Incêndios Florestais.
Iniciativa do Fundo Casa Socioambiental oferece suporte direto, ágil e flexível a ações comunitárias que atuem na mitigação, resposta emergencial e recuperação dos impactos causados pelo fogo, valorizando o conhecimento local, as práticas tradicionais e o trabalho contínuo das organizações que sustentam a defesa dos territórios, com prioridade para a garantia da segurança das pessoas que estão atuando nas atividades.
Serão selecionados 40 projetos de todo o país, no valor de até R$ 60 mil cada. Eles devem estar enquadrados em pelo menos uma das seguintes linhas temáticas:
Linha 1 - Estruturação e Fortalecimento de Brigadas Florestais Voluntárias e Comunitárias (novas ou já existentes): curso de brigadistas; compra de ferramentas e equipamentos de prevenção e combate a incêndios florestais e de uniformes e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); suprimentos para as operações das brigadas, como alimentos, água potável, isotônicos etc.; logística para enfrentamento dos incêndios, como combustíveis, aluguel ou compra de veículos, barcos, passagens de ônibus, alimentação, entre outros; estruturação de almoxarifado; pagamento de diárias e ajuda de custo a brigadistas em atividades de prevenção ou recuperação; aquisição de cestas básicas para brigadistas; pagamento de apólices de seguro de vida; entre outras ações para estruturação e fortalecimento das brigadas.
Linha 2 - Manejo Integrado do Fogo: pesquisas e oficinas de manejo integrado do fogo; divulgação e treinamentos para promover a colaboração, articulação, elaboração e implementação de protocolos e planos de manejo; monitoramento de focos de incêndio florestais nas comunidades, expedições, georreferenciamento, compra de equipamentos e realização de cursos para uso de tecnologias para monitoramento; abertura de aceiros, redução de materiais combustível, mapeamento e diagnósticos de áreas e infraestruturas; realização e divulgação de boas práticas no uso do fogo para queima controlada, por exemplo, mapeamento de roçados, acompanhamento de queimas, análise meteorológica para realização das queimas, entre outras; atividades ou palestras de conscientização quanto ao uso do fogo, técnicas, manejo integrado do fogo, comunicação sobre queimas prescritas e objetivos, atividades das brigadas florestais e fortalecimento e engajamento de brigadistas florestais voluntários e comunitários; formações diversas, como resgate de fauna, primeiros socorros, SCI, meteorologia etc.; recuperação e restauração de áreas degradadas, reflorestamento e implantação de viveiros florestais.
Linha 3 - Mobilização, engajamento e denúncias de incêndios criminosos: educação sobre legislação ambiental e regulamentos relacionados aos incêndios florestais e como proceder em casos de irregularidades; estratégias, como aplicativos e plataformas online, que permitam à população registrar denúncias de incêndios suspeitos de forma rápida e anônima; grupos de patrulhamento em áreas críticas durante a estação seca para monitoramento constante e detecção de incêndios intencionais; engajamento de rádios comunitárias, jornais regionais e outros meios de comunicação locais; indicadores de impacto, como número de denúncias realizadas, redução de incêndios e aumento no engajamento da comunidade; relatórios de transparência com resultados das ações de vigilância, engajamento e denúncias; redes regionais para compartilhar recursos e informações; seminários e encontros regionais para trocar experiências e boas práticas em ações de prevenção e denúncia de incêndios; tecnologias de monitoramento de incêndios em tempo real, integrando dados de satélites e drones para identificar focos de calor e prevenir sua propagação.
Serão priorizadas as propostas com participação da comunidade na concepção e execução do projeto, que envolvam mulheres, pessoas idosas, crianças e jovens, em territórios com alta vulnerabilidade frente aos incêndios, inclusive considerando o histórico de incêndios e ameaças nas áreas propostas.




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