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Projetos da juventude e justiça climática têm edital aberto

  • Foto do escritor: Márcio Leal
    Márcio Leal
  • 8 de jun.
  • 2 min de leitura
Ilustração de braços esticados para o alto com o punho cerrado, tendo à frente, em menor proporção, conjunto de casas perfiéricas e, ao fundo, muro com graffiti. Ainda tem, à direita, os textos "Juventudes e Justiça Climática", "Apoio a soluções lideradas por juventudes periféricas e de comunidades tradicionais", "Inscrições: 01/06 a 30/06" e "Área de abrangência: Nacional".

Estão abertas, até 30 de junho, as inscrições para o edital "Juventudes e Justiça Climática – Apoio a soluções lideradas por juventudes periféricas e de comunidades tradicionais". A iniciativa do Fundo Casa Socioambiental apoia organizações de base comunitária lideradas por jovens com idades entre 18 e 29 anos, de periferias urbanas e rurais de todo o país, na realização de soluções de justiça climática a partir dos territórios.


Podem se inscrever movimentos e organizações de todo o Brasil lideradas pela juventude, com ou sem CNPJ. As propostas devem enfrentar as desigualdades que as emergências climáticas aprofundam com soluções comunitárias de adaptação e resiliência.


Os projetos devem se enquadrar em, ao menos, uma das quatro linhas temáticas indicadas:


  • Linha 1 – Fortalecimento Institucional, como capacitações em gestão organizacional, governança, prestação de contas e planejamento estratégico; treinamentos que melhorem a capacidade das associações por meio de capacitações em gestão, governança, captação de recursos e advocacy; regularização de documentos institucionais e formalização de coletivos; adoção de ferramentas digitais de gestão, monitoramento e prestação de contas; entre outras.

  • Linha 2 – Articulação em Rede, como fortalecimento de redes de aprendizagem e parcerias entre organizações juvenis que atuam com justiça climática; intercâmbios e encontros territoriais para troca de saberes, estratégias e experiências entre organizações de diferentes biomas e regiões; participação qualificada em espaços de governança climática (conselhos, comitês, fóruns e conferências municipais, estaduais e nacionais) e construção de agendas de incidência em planos de adaptação climática; entre outras.

  • Linha 3 – Fortalecimento da Comunicação Comunitária, como capacitação em comunicação, produção de conteúdo audiovisual, jornalismo, gestão de mídia e tecnologias relevantes; campanhas de combate à desinformação ambiental e promoção de alfabetização midiática na comunidade; desenvolvimento ou fortalecimento de rádios comunitárias, jornais de bairro, podcasts ou outras formas de mídia que deem voz e visibilidade às questões de justiça climática e socioambientais específicas da comunidade; entre outras.

  • Linha 4 – Educação Ambiental e Mobilização Comunitária, como formação de jovens multiplicadores em comunidades periféricas e tradicionais; desenvolvimento de metodologias de educação popular sobre justiça climática, conectando saberes tradicionais e ancestrais com conhecimento científico sobre mudanças climáticas; promoção de debates, oficinas e vivências sobre justiça climática e direitos socioambientais em escolas, espaços comunitários e iniciativas locais; campanhas de mobilização territorial para ação climática e engajamento comunitário; entre outras.


Serão selecionadas 32 propostas, que receberão até R$ 60 mil cada. Elas devem ser realizadas em até 12 meses, entre setembro de 2026 e setembro de 2027.


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